As mudanças operacionais no comércio eletrônico tendem a acompanhar as inovações e melhorias tecnológicas viabilizando antigas aspirações dos especialistas em varejo. Todas as atividades associadas à venda pela internet tiveram que acompanhar o mesmo ritmo: a garantia de que a disponibilidade exposta no monitor do cliente corresponda fielmente à disponibilidade do estoque, os processos de análise de crédito (fraude de cartão) e autorização de pagamento integrados e com alto nível de resposta, a logística interna através de poderoso WMS, a rigorosa conferência dos volumes associada à rapidez do faturamento, o meticuloso acompanhamento das entregas através de interfaces com as transportadoras e um sistema integrado de trocas e devoluções feitas eletronicamente.
Tendo acompanhado de perto esta evolução do comércio eletrônico, é possível visualizar onde os investimentos têm se concentrado e que, em breve, devem se tornar realidade:
- Taxas de crescimento superiores a 40% ao ano em termos de faturamento em detrimento do varejo tradicional;
- Redução do risco de fraude devido à formação de vasto banco de dados e da sofisticação de técnicas estatísticas;
- Maior facilidade na aprovação de pagamento pela uniformização de processos entre as administradoras de cartão e bancos;
- Aumento do percentual de devoluções devido à maior consciência do consumidor - a reversa será um grande problema;
- Aumento da concorrência com a inclusão das grandes redes de lojas físicas no mercado de e-commerce;
- Gradual equiparação dos concorrentes em relação aos sistemas que apóiam a operação, anulando a atual vantagem dos pioneiros - a competitividade voltará a ser o talento em trabalhar com o varejo;
- Redução da margem na venda de itens de baixo valor unitário e de pequeno volume - a concorrência neste mercado será brutal;
- Ampliação da disponibilidade com aproveitamento do estoque dos CD corporativos – o volume de compra deverá ser a principal vantagem competitiva entre os concorrentes para itens de maior valor unitário;
- Redução das despesas com fretes: entrega deverá ser realizada a partir do depósito mais próximo do consumidor;
- Distribuição a partir de fornecedores de itens de baixo giro;
- Melhoria dos sistemas de informação e operação das transportadoras e couriers;
- Uso intensivo de BI para orientar as campanhas promocionais;
- Contínuo aperfeiçoamento dos processos da logística interna (WMS) para fazer frente às exigências de pontualidade e qualidade no atendimento;
- Desenvolvimento de pacotes para criação e manutenção de sites visando a redução de custo com TI;
- Segmentação de serviços de B2B e B2C devido à especialização funcional;
- Surgimento de distribuidores (intermediando fornecedores e lojas virtuais) dotados da agilidade própria do comércio eletrônico e sem investimento em marketing, especializados em itens de giro baixo;
- Terceirização dos serviços preparatórios do recebimento de itens cuja identificação seja insuficiente para o comércio eletrônico.
